quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sonho


Sonhei que eu tinha morrido
Não lembro direito de quê
Me vi frente a um alto e belo portão
Com uma placa escrito: Céu

Bati com um certo receio
Um anjo saiu pra atender
Me disse: “ Pois não ? “ – eu falei; quero entrar
Pois aí é o meu lugar

O anjo me disse: “curioso,
Eu não acho o seu nome em nossos registros”
Eu disse: procure num livro antigo
Escrito antes que houvesse mundo
E ali achará com a letra do Rei
Meu nome com tinta vermelha


Alguém entregou para o anjo
Registros que eu reconheci
Compêndio de todas as leis que eu quebrei
E os pecados que cometi

O anjo olhava os registros
Visivelmente assustado
E me perguntou: “ Foi assim que viveu? “
E eu então respondi que sim

“ Então como é que você tem coragem
De vir nessa Porta bater? “
Eu disse: olhe bem no final dessa lista
Você reconhece esta letra?
E o anjo sorrindo me disse:
“ É verdade!!! O Rei escreveu: Perdoado! “


E ao som dessa bela palavra
Aquele portão se abriu
Então eu entrava cantando um hino
Que pena que o sonho acabou
Ficaram comigo aquelas palavras:
“ Primeiro eu quero ver meu Salvador”

Letra e Música: Stenio Marcius

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Avante IPI do Brasil – Palmas –TO



Neste feriado tive a oportunidade de participar do projeto missionário Avante na cidade de Palmas em Tocantins. Foram dias muitos legais e especiais, a idéia do evento era ajudar no crescimento das igrejas presbiterianas independentes da cidade. Mais de 120 pessoas atuando como voluntários no projeto.

Foram feitas programaçoes de divulgação para os eventos que eram realizados no ginasio municipal da cidade. Nas tardes eram feitas programações infantis e a noite eram realizados eventos para toda a familia. Eventos com muita musica e apresentações teatrais com intenção de proclamar o evangelho.

O calor de Palmas muito forte deixará lembranças, assim como as amizades a chuva tomada e muito mais. Mas o que ficará na lembrança é a esperança que as pessoas receberam em suas vidas. Não foram resultados surpreendentes de muitas pessoas “entregando suas almas para Jesus”. Porém pode-se passar Cristo para as pessoas através de abraços, carinhos e atitudes. Pois não podemos pensar apenas em ganhar almas, enquanto vemos pessoas passando necessidades. E também conseguimos “sentir” Jesus em cada sorriso, em cada gesto, em cada casa que visitamos para termos simples conversas com os moradores, sem pretensão alguma. Pessoas de simplicidade incrivel e coração aberto para receber pessoas em suas vidas.

Fica a esperança no ar, de que a igreja pode sim fazer diferença na vida das pessoas, mas a verdadeira igreja, e não o que chamamos de igreja. A igreja como o verdadeiro corpo de Cristo.

Veja mais fotos em www.avantetocantins.blogspot.com


Lucas Fernando Borba dos Santos

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Um pouquinho de filosofia!



Se o homem se encontra na menoridade não pela falta de entendimento, mas pela falta de decisão e coragem, não tem direção na vida. Mas e se isso ocorrer por outro motivo? Se o homem encontra-se na menoridade por outra circunstancia não pode ser considerado culpado. A grande maioria dos homens se encontra culpados na menoridade pela preguiça e covardia. A sociedade nos estimula a fazer isso. O sistema capitalista tem sempre uma solução pronta para nos oferecer, deixando-nos sempre acomodados.

Pelo fato do homem estar acostumado com a “vida boa” que ele tem na menoridade isso torna muito difícil deixar de viver assim. Segundo Immanuel Kant o homem chega a criar amor pela menoridade e não se importa de viver sempre assim. Kant diz ainda que é muito inseguro sair da menoridade, por isso são poucos que conseguem dar um salto seguro, da menoridade para liberdade.

Isso é perfeitamente possível, se a liberdade deseja for conseguida, é de responsabilidade de tal pessoa, que ajudem outras a saírem da menoridade, mesmo sendo que ela não seja capaz de tirar ninguém da menoridade, a não ser que a própria pessoa deseje praticar tal ação.

Professores, padres, pastores, políticos, entre outros deveriam trazer o publico que tem em seu alvo para a liberdade, tirando-os da menoridade, porem na grande maioria das vezes o que acontece é a manipulação, para que os que estão na liberdade tenham controle sobre aqueles que estão na menoridade, porem como isso pode ocorrer? Se na verdade quem não está na menoridade, e foi para a liberdade não tem esse tipo de comportamento ou pensamento. Seria esta uma falsa liberdade?

Segundo Kant não pode-se dizer que vivemos uma época esclarecida, mas sim de esclarecimento. De tal forma creio eu que talvez nunca conseguiremos viver uma época esclarecida, viveremos sempre no esclarecimento aqui neste mundo. Porem não devemos desistir do esclarecimento, devemos continuar lutando para a liberdade, de tal forma que possamos almejar que todos saiam dessa menoridade para a liberdade.

Lucas Fernando Borba dos Santos

Texto baseado na obra “O que é o esclarecimento?” de Immanuel Kant

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Batista, Presbiteriano, Menonita, Pentecostal, Católico...



Existem muitos tipos de fé, nos tempos em que vivemos, o que é chamado por alguns de pós-modernidade encontramos muitas crenças de diferentes tipos. E por incrível que pareça dentro de uma mesma religião encontra-se varias divisões, varias nomenclaturas de igrejas, varias placas denominacionais, e mais incrível ainda, existem disputas para se achar uma que seja de melhor qualidade. Uma denominação querendo provar a outra sua superioridade e etc.

Mas o que Deus acha disso? Deus é a favor das denominações? É claro que não estou aqui para falar da vontade de Deus, pois isso não é cabível a nenhum ser. Mas essa briga de denominações nada tem a acrescentar para a comunhão do corpo de Cristo. O que deveria acontecer é a união das forças para um trabalho a serviço do reino de Deus. E o que ocorre na verdade é disputa de membros, pessoas se achando santas e escolhidas por serem evangélicas, e condenando a igreja católica. Mas se Jesus viesse ao mundo hoje, será que ele seria evangélico? Obviamente não. Para Jesus não existem denominações, o que Jesus se importa é com o coração.

Devemos parar com esse orgulho que não nos leva a lugar nenhum. Igrejas históricas disputando com as pentecostais, e vice versa, ambas disputando com a igreja católica, isso não levará a lugar nenhum, e desta forma sou obrigado a concordar com a frase de Marx “a religião é o ópio do povo”. A religião não nos leva a lugar nenhum, mas sim o puro e intimo relacionamento com Jesus que nos leva diretamente a Deus.





Lucas Fernando Borba dos Santos